Copa do Mundo: FIFA não remove sites de streaming piratas da Pesquisa do Google

Recentemente, o Google recebeu um aviso de remoção, enviado em nome da FIFA, solicitando que o mecanismo de pesquisa removesse vários sites supostamente infratores. A FIFA esperava limitar a disponibilidade de piratas na Copa do Mundo, mas o Google decidiu não tomar nenhuma medida. Em parte, talvez, porque nem todos os sites denunciados estavam oferecendo conteúdo pirateado.

Com centenas de milhões de telespectadores de todo o mundo, a Copa do Mundo da FIFA na Rússia é um dos eventos esportivos mais esperados do ano.

Durante essas semanas, os fãs estão mais preocupados com o desempenho de suas equipes favoritas. Para a FIFA e todas as outras partes interessadas, no entanto, a Copa do Mundo também é uma batalha contra a pirataria.

Enquanto a maioria das pessoas assiste aos jogos por meio de emissoras licenciadas, há um grande grupo de pessoas que recorrem a fontes não autorizadas. Esses chamados fluxos “piratas” estão disponíveis em centenas de sites ou aplicativos, gerando milhões de visualizações durante eventos esportivos populares.

Outros fãs estão usando VPNs e proxies para contornar os bloqueios geográficos para sintonizar transmissões legais. Ao mudar sua localização virtual para uma onde a Copa do Mundo é de livre acesso, eles podem assistir sem pagar.

Esses tipos de ‘pirataria’ são um espinho para os detentores de direitos, que estão fazendo o melhor que podem para tomar as contramedidas adequadas. A Sony Entertainment Network, por exemplo, enviou avisos preventivos de remoção para sites de streaming há algumas semanas.

Mais recentemente, identificamos um aviso de remoção que o NetResult enviou ao Google, em nome da FIFA, segmentando vários sites supostamente infratores.

A lista inclui vários ofensores conhecidos, como zorrostream.net e thefirstrow.eu, e pede que o Google remova esses sites dos resultados de pesquisa. Além disso, também tem como alvo vários URLs que ‘aconselham’ os usuários sobre como eles podem acessar os fluxos da Copa do Mundo por meio de uma VPN, que alguns usam para contornar os bloqueios geográficos.

Por exemplo, o aviso de remoção lista URLs da ExpressVPN e da BestVPN, que explicam como os usuários podem acessar as partidas da Copa do Mundo da FIFA de vários locais.

“Os URLs listados estão todos vinculados diretamente a conteúdo ao vivo de conteúdo de futebol não autorizado ao vivo (Copa do Mundo da FIFA 2018) ou informando aos usuários como acessar transmissões ao vivo não autorizadas não disponíveis em seu território”, diz o aviso:

Curiosamente, o Google decidiu não remover nenhum dos URLs informados. O mecanismo de busca não deu explicações, mas é possível que o aviso em questão seja visto como genérico demais. Em muitos casos, aponta para páginas iniciais de sites, sem identificar uma violação específica de direitos autorais.

Se é ilegal aconselhar os usuários sobre como eles podem usar uma VPN para acessar os fluxos da Copa do Mundo também está em debate.

Por fim, parece que nem todas as URLs identificadas no aviso de remoção da FIFA estão sendo violadas. A lista também inclui uma página do serviço esportivo canadense Sportsnet.ca, que é de propriedade da Rogers Media.

O anúncio da FIFA também tem como alvo o serviço americano de streaming de esportes FuboTV, que é parcialmente financiado por investidores como AMC Networks, 21st Century Fox e Sky.

Considerando o último, seria sensato que o Google não honrasse cegamente o pedido.


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